quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SONETO X/XII - INVERNO: ALLEGRO NON MOLTO


Os prazeres se esvaindo diluem,
Num correr ondas de baixa-mar,
O que restou de aprender e amar:
São sonhos e quimeras que ruem.

Cada delícia de outrora é má,
E polui a saudade sem perdão,
Consome a memória de emoção,
Pois pouca novidade agora há.

Engodo de certezas que sou eu,
Clama pela dúvida qualquer
Que minore o sofrer se puder.

Da mesma forma que a alma morreu,
Encontra-se este meu corpo vil
Sem as forças que eram mais de mil.
Belo Horizonte, 3 de agosto de 1996.

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